sexta-feira, 7 de agosto de 2015

COPA DAS NAÇÕES DA INDY: Temporada 2015


FANTASIANDO NO TEMPO VAGO DO COTIDIANO - Aqui a regra é simples e a fantasia é livre. Isso não existe no nosso tempo presente, não tem essa de Copa das Nações na atual temporada da Indy, só existiu mesmo na época da Indy-CART. Então, a viuvada deve parar um tempo para ler o artigo e sentir nostalgia barata proporcionada por um ex-viúvo. Porém, como sou um ex-viúvo libertado, resolvi fazer a versão dois mil e quinze da tal Copa das Nações usando a temporada atual como cenário e não só revisitando uma história daquela época.

Sem perder tempo com blá blá blá, vamos direto ao ponto.

Os países representados na Copa das Nações 2015 são:



Estados Unidos (Rahal, Hunter-Reay, Marco Andretti, Josef Newgarden, Kimball, Sage Karam, Conor Daly, J.R. Hildebrand, Ed Carpenter, Townsend Bell, Bryan Clauson, Buddy Lazier)
atual como cenário e não só revisitando uma história daquela época.



Colombia (Montoya, Huertas, Sebastian Saavedra, Gabby Chaves, Muñoz)


Brasil (Tony Kanaan e Helio Castroneves)


França (Tião Bourdais, Simon Pagenaud e Tristan Vautier)

Nova Zelândia (Scott Dixon)

Austrália (Will Power, James Davison e Ryan Briscoe)

Itália (Luca Filippi e Francesco Dracone)

Venezuela (Rodolfo Gonzalez)

Grã-Bretanha (Justin Wilson, James Jakes, Pippa Mann, Jack Hawk) 


Japão (Takuma Sato)

Canadá (Alex Tagliani e James Hinchcliffe)

Suiça (Simona de Silvestro)

Espanha (Oriol Servià)

Mônaco (Stefano Coletti)

A Pontuação
Como você deve ter percebido temos times com doze representantes (Estados Unidos, por exemplo) e temos times com apenas um piloto (Mônaco, Japão, Suíça, Nova Zelândia, Espanha e Venezuela). Portanto, para manter certa justiça, só computarei a pontuação do piloto melhor colocado de cada país nas corridas. O valor de cada posição final é o mesmo utilizado pela Indy no campeonato de pilotos. Não levarei em conta o ponto extra pela pole Só lamento se sua torcida for para um país com poucos representantes, azar o seu!

COPA DAS NAÇÕES – rodada por rodada

1 – ST. PETE
Estados Unidos – 26 pontos com o 7º lugar de Caçador
Colombia – 50 pontos com vitória de Montoya
Nova Zelândia – 15 pontos com o 15º lugar de Dixon
Brasil – 35 pontos com o 3º lugar de Tony
França – 30 pontos com o 5º lugar de Pagenaud
Austrália – 40 pontos com o 2º lugar de Power
Grã-Bretanha – 24 pontos com o 8º lugar de Jack Hawk
Itália – 22 pontos com o 9º lugar de Luca Filippi
Japão – 17 pontos com o 13º lugar de Takuma Sato
Canadá – 14 pontos com o 16º lugar de Hinchcliffe
Mônaco - 10 pontos com o 20º lugar do Coletti
Suíça – 12 pontos com o 18º lugar de Simona
Venezuela – não teve representante nessa corrida
Espanha – não teve representante nessa corrida

2 - NOLA
Estados Unidos – 24 pontos com o 8º lugar de Rahal
Colombia – 30 pontos com o 5º lugar de Montoya
Nova Zelândia – 19 pontos com o 11º lugar de Dixon
Brasil – 40 pontos com o 2º lugar de Helio Castroneves
França – 10 pontos com o 20º lugar de Pagenaud
Austrália – 26 pontos com o 7º lugar de Will Power
Grã-Bretanha – 35 pontos com o 3º lugar de James Jakes
Itália – 20 pontos com o 10º lugar de Luca Filippi
Japão – 8 pontos com o 22º lugar de Sato
Canadá – 50 pontos com a vitória de Hinchcliffe
Mônaco – 13 pontos com o 17º lugar de Coletti
Suíça – 32 pontos com o 4º lugar de Simona
Venezuela – não teve representante na prova
Espanha – não teve representante na prova

3 – LONG BEACH
Estados Unidos – 26 pontos com o 7º lugar de Newgarden
Colombia – 35 pontos com o 3º lugar de Montoya
Nova Zelândia – 50 pontos com a vitória de Dixon
Brasil – 40 pontos com o 2º lugar de Helio
França – 32 pontos com o 4º lugar de Pagenaud
Austrália – 10 pontos com o 20º lugar do Power
Grã-Bretanha – 16 pontos com o 14º lugar de Jack Hawk
Itália – 9 pontos com o 21º lugar de Dracone
Japão – 12 pontos com o 18º lugar de Sato
Canadá – 18 pontos com o 12º lugar do Hinchcliffe
Mônaco – 7 pontos com o 23º pontos de Coletti
Suíça – não teve representante nessa prova
Venezuela – não teve representante nessa prova
Espanha – não teve representante nessa prova

4 - BARBER
Estados Unidos – 50 pontos com a vitória de Josef Newgarden
Colombia – 28 pontos com o 6º lugar de Muñoz
Nova Zelândia – 35 pontos com o 3º lugar de Dixon
Brasil – 17 pontos com o 13º lugar de Tony Kanaan
França – 24 pontos com o 8º lugar de Bourdais
Austrália – 32 pontos com o 4º lugar de Power
Grã-Bretanha – 9 pontos com o 21º lugar de Jack Hawk
Itália – 19 pontos com o 11º lugar de Luca Filippi
Japão – 13 pontos com o 17º lugar de Sato
Canadá – 26 pontos com o 7º lugar de Hinch
Mônaco – 11 pontos com o 19º lugar de Coletti
Suíça – não teve representante
Venezuela – 10 pontos com o 20º lugar de Rodolfo Gonzalez
Espanha – não teve representante

5 – GP DE INDY (Misto de Indianapolis)
Estados Unidos – 40 pontos com o 2º lugar de Rahal
Colombia – 35 pontos com o 3º lugar de Montoya
Nova Zelândia – 20 pontos com o 10º lugar de Dixon
Brasil – 28 pontos com o 6º lugar de Helio
França – 32 pontos com o 4º lugar de Bourdais
Austrália – 50 pontos com a vitória de Power
Grã-Bretanha – 12 pontos com o 18º lugar de James Jakes
Itália – 16 pontos com o 14º lugar de Luca Filippi
Japão – 22 pontos com o 9º lugar de Sato
Canadá – 18 pontos com o 12º lugar do Hinch
Mônaco - 24 pontos com o 8º lugar de Coletti
Suíça – não teve representante
Venezuela – não teve representante
Espanha – não teve representante

6 – 500 MILHAS DE INDIANAPOLIS (pontuação diferenciada)
Estados Unidos – 70 pontos com o 3º lugar de Kimball
Colombia – 100 pontos com a vitória de Montoya
Nova Zelândia – 64 pontos com o 4º lugar de Dixon
Brasil – 52 pontos com o 7º lugar de Helio
França – 40 pontos com o 10º lugar de Pagenaud
Austrália – 80 pontos com o 2º lugar de Power
Grã-Bretanha – 24 pontos com o 18º lugar de James Jakes
Itália – não teve representante
Japão – 34 pontos com o 13º lugar de Sato
Canadá – 26 pontos com o 17º lugar de Tagliani
Mônaco – 10 pontos com o 25º lugar de Coletti
Suíça – 22 pontos com o 19º lugar de Simona
Venezuela – não teve representante
Espanha – 10 pontos pelo 29º lugar de Oriol Servià

7 – DETROIT #1
Estados Unidos – 40 pontos com o 2º lugar de Marco Andretti
Colombia – 50 pontos com a vitória de Muñoz
Nova Zelândia – 30 pontos com o 5º lugar de Dixon
Brasil – 28 pontos com o 6º lugar de Helio
França – 35 pontos com o 3º lugar de Pagenaud
Austrália – 32 pontos com o 4º lugar de Power
Grã-Bretanha – 26 pontos com o 7º lugar de Jack Hawk
Itália – 22 pontos com o 9º lugar de Filippi
Japão – 19 pontos com o 11º lugar de Sato
Canadá – não teve representante
Mônaco – 15 pontos com o 15º lugar de Coletti
Suíça – não teve representante
Venezuela – 9 pontos com o 21º lugar de Rodolfo Gonzalez
Espanha – não teve representante

8 – DETROIT #2
Estados Unidos – 35 pontos com o 3º lugar de Rahal
Colombia – 22 pontos com o 9º lugar de Gabby Chaves
Nova Zelândia – 10 pontos com o 20º lugar do Dixon
Brasil – 17 pontos com o 13º lugar de Tony Kanaan
França – 50 pontos com a vitória de Bourdais
Austrália – 12 pontos com o 18º lugar de Power
Grã-Bretanha – 26 pontos com o 7º lugar de Jack Hawk
Itália – 13 pontos com o 17º lugar de Luca
Japão – 40 pontos com o 2º lugar de Sato
Canadá – não teve representante
Mônaco - 14 pontos com o 16º lugar de Coletti
Suíça – não teve representante
Venezuela – 8 pontos com o 22º lugar de Rodolfo Gonzalez
Espanha – não teve representante

9 – TEXAS
Estados Unidos – 30 pontos com o 5º lugar de Marco Andretti
Colombia – 32 pontos com o 4º lugar de Montoya
Nova Zelândia – 50 pontos com a vitória de Dixon
Brasil – 40 pontos com o 2º lugar de Tony Kanaan
França – 19 pontos com o 11º lugar de Pagenaud
Austrália – 24 pontos com o 8º lugar de Briscoe
Grã-Bretanha – 22 pontos com o 9º lugar de James Jakes
Itália – não teve representante
Japão – 14 pontos com o 16º lugar de Sato
Canadá – não teve representante
Mônaco – 11 pontos com o 19º lugar de Coletti
Suíça – não teve representante
Venezuela – não teve representante
Espanha – não teve representante

10 – TORONTO
Estados Unidos – 50 pontos com a vitória de Newgarden
Colombia – 26 pontos com o 7º lugar de Montoya
Nova Zelândia – 24 pontos com o 8º lugar de Dixon
Brasil – 35 pontos com o 3º lugar de Helio
França – 30 pontos com o 5º lugar de Bourdais
Austrália – 32 pontos com o 4º lugar de Power
Grã-Bretanha – 16 pontos com o 14º lugar de Jack Hawk
Itália – 40 pontos com o 2º lugar de Filippi
Japão – 20 pontos com o 10º lugar de Sato
Canadá – não teve representante
Mônaco – 7 pontos com o 23º lugar de Coletti
Suíça – não teve representante
Venezuela – 12 pontos com o 18º lugar de Rodolfo
Espanha – não teve representante
11 – FONTANA
Estados Unidos – 50 pontos com a vitória de Rahal
Colombia – 32 pontos com o 4º lugar de Montoya
Nova Zelândia – 28 pontos com o 6º lugar de Dixon
Brasil – 40 pontos com o 2º lugar de Tony Kanaan
França – 22 pontos com o 9º lugar de Pagenaud
Austrália – 15 pontos com o 15º lugar de Briscoe
Grã-Bretanha – 26 pontos com o 7º lugar de James Jakes
Itália – não teve representante
Japão – 12 pontos com o 18º lugar de Sato
Canadá – não teve representante
Mônaco - 19 pontos com o 11º lugar de Coletti
Suíça – não teve representante
Venezuela – não teve representante
Espanha – não teve representante

12 – MILWAUKEE
Estados Unidos – 35 pontos com o 3º lugar de Rahal
Colombia – 32 pontos com o 4º lugar de Montoya
Nova Zelândia – 26 pontos com o 7º lugar de Dixon
Brasil – 40 pontos com o 2º lugar de Helio
França – 50 pontos com a vitória de Bourdais
Austrália – 9 pontos com o 21º lugar de Briscoe
Grã-Bretanha – 13 pontos com o 17º lugar de Jack Hawk
Itália – não teve representante
Japão – 16 pontos com o 14º lugar de Sato
Canadá – não teve representante
Mônaco - 10 pontos com o 20º lugar do Coletti
Suíça – não teve representante
Venezuela – não teve representante
Espanha – não teve representante

13 – IOWA
Estados Unidos – 50 pontos com a vitória de Hunter-Reay
Colombia – 30 pontos com o 5º lugar de Muñoz
Nova Zelândia – 12 pontos com o 18º lugar de Dixon
Brasil – 19 pontos com o 11º lugar de Helio
França – 22 pontos com o 9º lugar de Bourdais
Austrália – 24 pontos com o 8º lugar de Briscoe
Grã-Bretanha – 17 pontos com o 13º lugar de Jack Hawk
Itália – não teve representante
Japão – 11 pontos com o 19º lugar de Sato
Canadá – não teve representante
Mônaco - 10 pontos com o 20º lugar do Coletti
Suíça – não teve representante
Venezuela – não teve representante
Espanha – não teve representante

14 – MID-OHIO
Estados Unidos – 50 pontos com a vitória de Rahal
Colombia – 22 pontos com o 9º lugar de Muñoz
Nova Zelândia – 32 pontos com o 4º lugar de Dixon
Brasil – 30 pontos com o 5º lugar de Tony Kanaan
França – 35 pontos com o 3º lugar de
Austrália – 16 pontos com o 14º lugar de Power
Grã-Bretanha – 40 pontos com o 2º lugar de Justin Wilson
Itália – 9 pontos com o 21º lugar de Luca Filippi
Japão – 6 pontos com o 24º lugar de Sato
Canadá – não teve representante
Mônaco - 11 pontos com o 19º lugar de Coletti
Suíça – não teve representante
Venezuela – 10 pontos com o 20º lugar de Rodolfo Gonzalez
Espanha – não teve representante


CLASSIFICAÇÃO DA COPA DAS NAÇÕES


1- ESTADOS UNIDOS = 576
2- COLOMBIA = 524
3- BRASIL = 461
4- FRANÇA = 431
5- NOVA ZELÂNDIA = 415
6- AUSTRÁLIA = 402
7- GRÃ-BRETANHA = 306
8- JAPÃO = 244
9- MONACO = 172
10- ITÁLIA = 170
11- CANADÁ = 152
12- SUÍÇA = 66
13- VENEZUELA = 49
14- ESPANHA = 10

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A metamorfose de Graham Rahal


UMA TEMPORADA MEMORÁVEL - Mesmo que não vença o título, mesmo que Montoya volte as boas atuações a partir de Pocono (aliás, Triângulo Traiçoeiro já foi conquistado pelo colombiano no ano passado), mesmo que Rahal marque dois 24º lugar nas duas etapas restantes, nada apagará o que ele já fez de positivo na busca por este título tão disputado, driblando magistralmente qualquer expectativa negativa que nós tínhamos a respeito de sua potencialidade como piloto de alto nível e esmagando a teoria de que só os times que usam aerokit e motor Chevrolet têm condições reais de ser campeão da Indy. 

Graham, na pré-temporada, JAMAIS foi apontado por ninguém como favorito ao título de 2015, muito pelo contrário: particularmente, achava que essa seria uma das últimas temporadas do garoto de 26 anos na categoria americana. Para seus detratores, incluindo-me aqui, os resultados conquistados em 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014 por Graham denunciavam que sua pilotagem oscilava entre fagulhas de boas provas (ao todo foram cinco 2º lugar entre 2008 e 2014, além de três 3º lugar no mesmo período) e constantes corridas ruins com resultados medíocres. 


Após a promissora temporada de estréia em 2007, o último ano da Indy-CART/Champ Car, quando Graham conquistou a honrosa quinta colocação no campeonato vencido por Tião Bourdais, Rahalzinho parecia estar destinado a um sucesso imediato na categoria, sem grandes dificuldades pelo caminho. Contudo, ao chegar ao topo dos times grandes, mesmo que por uma Ganassi "B" em 2011/2012, o cenário encontrado por ele foi de expectativas enormes por causa da herança genética que corre em suas veias e que não seriam concretizadas nas pistas. 

Apesar do excelente 2º lugar no Anhembi em 2011, o 3º lugar nas 500 Milhas de Indianapolis (seu melhor resultado na prova mais famosa do automobilismo) do mesmo ano e outro 2º em Milwaukee, Rahal, nas 17 etapas do campeonato, conseguiu ficar de fora do TOP 10 por nove ocasiões e isso andando em uma Ganassi é um absurdo quando você não tem um grande patrocinador te bancando ou algum tipo de fama na categoria. No ano seguinte, mais oito vezes fora dos dez melhores das corridas e um amargo 2º lugar no oval do Texas, quando bateu sozinho no muro durante a penúltima volta e acabou dando de presente a vitória para Justin Wilson com uma Dale Coyne!!! Sem uma vitória e ficando fora do TOP 10 por tanto tempo a Ganassi em 2013 deixou de ser a casa de Graham. O time do pai o "acolheu" e teve muita, mas muita paciência com o garoto e sua carreira em queda livre. 


Por duas temporadas inteiras (2013/2014), o filho do tricampeão Bobby Rahal, guiou para o time de seu pai e do David Letterman, e percorreu o lado mais obscuro e decadente de toda carreira. Com um desempenho bem abaixo do normal nesse período, Graham em 37 corridas conseguiu ficar fora do TOP 10 por incríveis 28 vezes! Os bons resultados de Rahal? 4 vezes no TOP 5, sendo duas em 2º lugar (Long Beach em 2013 e Detroit em 2014). Haja paciência com o garoto, não tio Bobby?

Então surgiu 2015 na vida do garoto de Columbus. Graham visitou a casa de um "bruxo" durante a pré-temporada e comprou um dos artigos de macumbaria para tirar qualquer urucubaca satânica do triângulo redondo de sua vida (P.S.: essa história é real e a tv americana mostrou). Durante a pré-temporada Rahalzinho já conseguia perceber que a "magia" estava funcionado e ele foi o destaque como o melhor piloto usando aerokit da Honda, mas bem atrás dos pilotos com Chevy. 

Ainda assim, as três primeiras provas da temporada 2015 não foram boas para Graham e dois 11º lugar (St. Pete e Long Beach) e um 8º lugar (NOLA) não mostravam nada além do que o "normal" para a parceria Rahal e o time RLL. Então, veio a corrida no Alabama e a temporada do filho da lenda deu uma guinada espetacular para o topo da tabela de classificação, em meio a milhares de reclamações dos times da Andretti e da SPM a respeito da falta de competitividade dos motores e aerokits da Honda frente aos concorrentes da Chevrolet. 

Na prova de Mid-Ohio de ontem Rahalzinho deixou mais uma vez explícito o quanto está à vontade para tirar o título de Montoya, mesmo guiando para um time pequeno de carro único e com o pior motor/aerokit da temporada. Quando a última bandeira amarela foi acionada depois de mais uma rodada de Kimball e, na relargada, Justin Wilson com dois Push-to-Pass foi para cima do carro vermelho e preto da RLL sem Push-to-Pass, Graham se defendeu como poucos seriam capazes de fazer naquela altura da corrida e com tudo que estava em jogo naquele momento para o campeonato. 

Montoya abaixo do TOP 10, Graham vencendo a corrida na terra-natal e o público aplaudindo e comemorando com ele era a "cereja do bolo" para um final de semana que sacramentou a metamorfose completa de Rahal em piloto competitivo de Indy. Independente do que acontecerá após a bandeira quadriculada em Pocono e Sonoma, esse campeonato, se for conquistado por Graham, será a prova definitiva de sua capacidade para assumir o papel de um dos grandes veteranos do futuro da Indy. E fazer Montoya, atual veterano, com um Penske equipado com aerokit e motor da Chevy ficar em segundo lugar valorizaria ainda mais o possível título de Graham.

A diferença em 9 pontos é mínima, mais de 150 pontos ainda serão disputados. A próxima etapa será no Triângulo Traiçoeiro de Pocono, dia 23 de Agosto, sem transmissão da Band, é claro!

Em quem você aposta: na experiência de Montoya ou na juventude de Rahal e seu carro e aerokit inferior? Acredita que Dixon, a víbora da Indy, ainda pode ter chances? Helio quem sabe surpreendendo em Sonoma e Pocono? A sorte está lançada! 








  

terça-feira, 21 de julho de 2015

Nasce um Rei para o oval do Milharal


CAÇANDO NO MILHARAL - Um piloto do calibre de Hunter-Reay não pode fechar uma temporada sem vencer uma corrida pelo menos. Nada melhor então que essa agradável surpresa acontecer na pista onde a Andretti comanda desde 2007. Foram sete vitórias do time de Michael em nove corridas disputadas neste oval. Uma com Franchitti, uma com Tony Kanaan, uma com Marco, uma com o prefeito Hinch e três com o Rei do Milharal, o Caçador!

Caçador e seu terceiro troféu de bomba de combustível

Quem largou na frente em Iowa foi Helio Castroneves, marcando assim sua pole de número 44 na Indy. O brasileiro é agora o quarto maior conquistador de poles da história da Indy: em primeiro está Mario Andretti com 67, em segundo vem A.J. Foyt com 53 e em terceiro Bobby Unser com 49.


Mas Helio logo teve a primeira posição roubada por quem estava com o carro mais afiado naquela noite ensolarada na pequena cidade rural. Tony Kanaan tinha um acerto bom, dominou os treinos livres, não foi pole porque Helio é muito bom em oval também, e logo depois da bandeira verde acionada ele tratou de perseguir a qualquer custo do compatriota. Já na volta dois, TK comandava os 24 carros, e liderou por mais de 90 voltas seguidas com aquela autoridade de veterano costumeira. O problema foi que o carro #10 deixou TK na mão e o brasileiro furioso foi obrigado a abandonar uma grande oportunidade de vencer.



O líder do campeonato Montoya, que estava 54 pontos confortáveis na frente do segundo colocado na briga pelo título, também sofreu com as ações do azar e do infortúnio e na volta onze se esborrachou no muro, trazendo aquela possibilidade de reviravolta na tabela de classificação faltando apenas três etapas e uma corrida valendo pontos dobrados. A suspensão quebrada parecia aquela armação sacana da Madame Imprevisibilidade trazendo o muro para a vida de quem navegava suavemente por asfaltos calmos!

Pancada de Montoya no muro

Outro veterano que espreitava traiçoeiro entre os dez primeiros colocados por boa parte da prova e teve o azar de encontrar um problema na suspensão traseira direita foi Scott Dixon. Com TK, Montoya e Dixon fora e o carro #3 perdendo rendimento, restou ao #28 aproveitar-se da experiência que tem em pistas ovais e da competência da Andretti para fazer estratégias em Iowa e roubar a liderança de um Josef Newgarden que demonstrava potencial enorme para ganhar sua primeira corrida em oval e sua terceira neste ano. Ano excepcional para Newgarden mesmo finalizando essa prova em segundo lugar. É com certeza o ápice até agora de sua curta carreira na Indy.

Em terceiro lugar chegou um arrojado e polêmico Sage Karam com o #8 da Ganassi (aliás, o único carro do time a chegar perto do líder), o que não deixou Ed Carpenter muito feliz. Giafonne na transmissão da Band chegou a ficar emputecido com o garoto e disse que ele merecia o muro pelo que fez ao Carpenter. "Uma hora ele vai ter o que merece, aquele branco ali em cima" bradou um enraivecido Felipe. Torço para que Sage encarne esse papel tão em falta na Indy de vilão arrogante para desespero dos veteranos que começam a sentir a força dos novatos. A "Nova Onda" dos pilotos americanos já tá fazendo veterano em ovais chorar mais do que o necessário. Carpenter, ao final da prova de Fontana, falou tanta coisa contra quem criticou o pack racing e agora chora pelo desaforo do menino de Nazareth. Quanta incoerência, Carpenter!
Tô sentindo cheiro de treta!

Rahalzinho, que fez mais uma corrida brilhante de recuperação e terminou em quarto lugar (fechando o 1-2-3-4 americano), também meteu pau na atuação de Sage e endossou o que Carpenter afirmou para a Tv. Problema é que Rahalzinho fez em Fontana movimentos similares ao que Sage fez em Iowa e pior: ele venceu a corrida depois de tirar Helio da disputa em um movimento desnecessário. Vocês viram Rahalzinho se autocriticando? Essa era a intenção da categoria ao criar o tal de Indy Rivals: aos poucos as histórias começam a surgir para a nova geração, vão aparecendo vilões, chorões e cordeiros em pele de lobo. Essa é a graça: Ed Carpenter de Fontana não concorda com Ed Carpenter de Iowa: se está com medo, aposente-se, velhote!

Marco Andretti mesmo não vencendo corridas está protagonizando uma conquista pessoal a parte: ele é o único piloto até agora que completou todas as 1857 voltas de todas as corridas da temporada 2015! 

Melhores momentos

Próxima parada será em Mid-Ohio, onde quem é rei é o Kiwi! Se você aposta grana, todas as fichas no piloto da Nova Zelândia!

Bourdais vence na Milha Sagrada


A RETOMADA DE BOURDAIS NA MILHA – Na Milha de Milwaukee, um inesperado Tião Bourdais simplesmente varreu a concorrência para debaixo do tapete e marcou uma das vitórias mais inesperadas (pra mim) da temporada. Nunca espero grandes atuações de Bourdais quando o traçado vira só pra esquerda. O retrospecto dele em ovais, depois da reunificação em 2008, é perto do que tem Saavedra, Simona e outros pilotos que realmente sentem enormes dificuldades para ajustar o carro e duelar de verdade contra os veteranos.

Dessa forma, toda vez que você escutar “a próxima corrida da Indy acontecerá no oval tal” tenha em mente que os pilotos favoritos serão: Tony, Dixon, Helio, Montoya, Hunter-Reay e Ed Carpenter. Qualquer um fora desses nomes será um inesperado vencedor, menos talvez Newgarden que, apesar de não marcar ainda uma vitória em ovais, demonstra desde o ano passado potencial para vencer nesse tipo de traçado a qualquer momento. 

No caso da última corrida, Bourdais foi essa surpresa avassaladora, esmagando de maneira autoritária seus adversários durante uma das corridas mais movimentadas e emocionantes que já assisti no pequeno solo sagrado do automobilismo mundial. Bourdais teve, enfim numa pista oval, seu dia mágico e com direito a imagens de 2006 exibidas na TV americana para lembrar que sua última conquista em oval havia sido justamente na Milha sagrada.  

O histórico de Bourdais nas pistas ovais, até essa prova de Milwaukee, era marcado por quatro vitórias (uma no oval alemão de Lausitz em 2003, duas no oval de Las Vegas em 2004 e 2005, e uma no oval de Milwaukee em 2006) sendo todas elas na época da Indy-CART/CCWS e com o grid sem Ganassi, Andretti e Penske. Era mais fácil? Creio que sim, e me perdoem aqueles que discordam, mas os melhores pilotos de pistas ovais em carros de Indy, naqueles tempos, estavam integrando a IRL, sendo Tony Kanaan e Sam Hornish os mais emblemáticos entre os mitos das pistas com curva só para esquerda.



Em 2007, a Indy-CART/CCWS não teve corrida alguma em pista oval e Bourdais só voltaria a encarar uma pista desse tipo no ano de 2012, durante as 500 milhas de Indianapolis. Nesse período de ausência da categoria, Bourdais disputou a F1 e foi companheiro de Vettel, depois de ser tirado do circo de Bernie ele migrou para carros esportivos e depois voltou flertar com a Indy ao se programar para uma “meia-temporada” só nos circuitos mistos e de rua em 2011.

De 2012 até Fontana em 2015, Tião havia disputado dezesseis corridas em ovais longos, médios e curtos na Indy reunificada. Não ganhou nenhuma corrida e sequer marcou um TOP 5. O sétimo lugar nas 500 Milhas de 2014 foi sua única presença no TOP 10. Definitivamente, o potencial de Bourdais para guiar um carro de Indy contra pilotos especialistas em ovais ainda não havia sido testado como agora. Por isso, a vitória na Milha teve tanta emoção para Bourdais que fez “zerinhos”, empunhou a bandeira quadriculada, fritou pneus, sorriu como poucas vezes se viu e entusiasmado abraçou seus filhos ao sair do carro. Vencer em um oval contra pelo menos 15 pilotos com possibilidades reais de vitória, mesmo pilotos em times nanicos, era um tipo de tarefa que Tião precisava concretizar na atualidade.

Os "zerinhos" de Bourdais

Quando ele venceu Toronto 1 em 2014 e Detroit 2 esse ano, foi legal, era de novo um nome consagrado demonstrando que o talento ainda estava vivo e afiado para vencer nos circuitos que viram pra direita e esquerda. Bourdais não marcou 31 vitórias na Indy-CART/CCWS porque só estava no melhor carro do grid, ele tinha talento para tais vitórias. Seria injusto com Tião afirmar isso a fim de desvalorizar seus quatro títulos da Champ Car. Porém, nos circuitos ovais da época, além da pouca quantidade desses traçados no calendário de uma das vertentes da Indy, ele não disputou contra os melhores e esse fator é algo muito significativo. Para Bourdais também pareceu ser, ainda mais se pensarmos que foi justamente na Milha, no ano de 2006, que ele tinha vencido sua última corrida em oval.

Corrida completa em Milwaukee


Isso quer dizer que Bourdais agora passa a favorito nos demais traçados ovais da Indy? Não, não será assim. Tião em ovais longos e médios continua com dificuldades de acerto mesmo usando aerokits da Chevrolet. Contudo, é questão de mais experiências nesses locais de velocidade extrema para que o francês consiga pegar as “manhas” e os detalhes mais complexos que só veteranos com mais de 100 provas em ovais conseguem ter. Bourdais, depois da vitória em Milwaukee, chegou a sua vigésima quinta corrida em pista oval. Só para ter idéia, o tricampeão Scott Dixon, um dos maiores vencedores nos ovais ainda em atividade, tem até o momento 138 corridas e dezenove vitórias conquistadas. Próximo passo para Tião é pelo menos um inédito TOP 5 em Pocono. 

Retrospecto de Bourdais nas pistas ovais Pós-Reunificação

1)   5/27/2012 Indianapolis – Oval Longo
Largou em 25º
Terminou em 20º
Completou -199 (1 volta atrás)

2)  5/26/2013 Indianapolis – Oval Longo
Largou em 15º
Chegou em 29º
Bateu sozinho na volta 178 na entrada dos pits.

3)  6/8/2013 Ft. Worth – Oval Médio
Largou em 15º
Chegou em 20º
224 voltas completadas, uma volta atrás do líder

4)  6/15/2013 Milwaukee – Oval Curto
Largou em 14º
Chegou em 20º
Carro quebrou na volta 152

5)  6/23/2013 Iowa – Oval Curto
Largou em 19º
Chegou em 14º
248 voltas completadas, algumas voltas atrás do vencedor.

6)  7/7/2013 Pocono – Oval Longo
Largou em 11º
Chegou em 16º
Completou 159 voltas.

7)  10/19/2013 Fontana – Oval Longo
Largou em 3º
Terminou em 12º
Bateu sozinho na volta 229.

8)  5/25/2014 Indianapolis – Oval Longo
Largou em 17º
Chegou em 7º

9)  6/7/2014 Ft. Worth – Oval Médio
Largou em 18º
Chegou em 20º
Quebrou na volta 118

10)  7/6/2014 Pocono – Oval Longo
Largou em 18º
Chegou em 16º
Uma volta atrás do vencedor.

111)  7/12/2014 Iowa – Oval Curto
Largou em 6º
Chegou em 19º
Não completou a prova, caiu na volta 130.

12)  8/17/2014 Milwaukee – Oval Curto
Largou em 18º
Chegou em 12º
249 voltas completadas, 1 atrás do vencedor.

13)  8/30/2014 Fontana – Oval Longo
Largou em 15º
Chegou em 18º
Algumas voltas atrás do vencedor.

14)  5/24/2015 Indianapolis – Oval Longo
Largou em 7º
Chegou em 11º

15)  6/6/2015 Ft. Worth – Oval Médio
Largou em 18º
Chegou em 14º
Voltas atrás do vencedor.

16)  6/27/2015 Fontana – Oval Longo
Largou em 15º
Chegou em 14º
Na mesma volta do líder, UFAAA!

17)  7/12/2015 Milwaukee – Oval Curto
Largou em 11º
Chegou em 1º

A próxima etapa acontece em Iowa, o menor oval da temporada, o oval do Milharal!

sábado, 4 de julho de 2015

Fontana 2015: uma das melhores corridas de todos os tempos (só com câmeras onboard)


NÚMEROS IMPRESSIONANTES - Para uma corrida que pouca gente assistiu de corpo presente, mas que muitos outros cérebros terão o prazer de acompanhar graças as facilidades dos nossos tempos de Youtube.

E, para melhorar ainda mais a apreciação desta obra-prima das corridas modernas, temos disponível no canal oficial da Indy no Youtube os melhores momentos da corrida da perspectiva daqueles que proporcionaram o espetáculo. 

CLIQUE AQUI: Boa diversão com essa preciosidade da emoção automobilística. 

Foram 3170 ultrapassagens no oval de Fontana, mais da metade das 6.248 ultrapassagens de toda temporada da Indy até o momento. Outro recorde da prova foi as 80 mudanças de líderes durante toda as 500 Milhas. 

A próxima etapa da Indy é dia 12 de Julho no centenário oval de Milwaukee!