domingo, 19 de maio de 2013

As primeiras vítimas de Indianapolis: Bourque e Holcomb


Esse homem atrás do volante era o piloto canadense Billy Bourque, 26 anos de idade. Ao lado, seu mecânico Harold Holcomb. A foto foi tirada minutos antes de ambos morrerem naquele que ficou marcado como o dia do primeiro acidente fatal da história de Indianapolis. Aconteceu em uma ensolarada sexta-feira, 20 de agosto de 1909, dois anos antes do surgimento das 500 Milhas de Indianapolis.

Bourque estava noivando e tinha planos de subir ao altar em menos de quatro semanas depois dessa corrida em Indiana. Billy havia prometido a sua noiva desistir das competições após a disputa da Vanderbilt Cup de 1909. Mas a promessa nunca chegaria a ser realizada.

Essa é a última foto de Bourque e Holcomb em vida, montados em seu carro número #3. Bourque sorriu para o fotógrafo e depois se despediu fazendo roncar o motor barulhento do seu Knox e recebeu a bandeira verde no principal evento do dia, a corrida de 250 milhas. Na volta 58, Bourque foi visto se virando para olhar para trás um instante, foi nesse segundo que o carro puxou para fora do traçado, ele perdeu o controle e o carro capotou em uma vala. Holcomb morreu instantaneamente; o canadense morreu poucos minutos depois.


Em questão de horas, a mitologia da pista mais perigosa do mundo começava a se construir. No fim da tarde o noticiário de Indianapolis proclamou que Bourque gritou: "Estamos fora!" quando eles colidiram, mas ninguém que não fosse o infeliz mecânico Holcomb poderia ter ouvido esse grito desesperado.

Dois dias depois da morte de Bourque e Holcomb três outros pilotos morreriam na corrida do fim de semana, e houveram então muitos pedidos por todo o país para que se proibissem as corridas de automóveis nos Estados Unidos. O traçado de terra muito esburacado foi responsabilizado como o principal causador desse verdadeiro massacre de pilotos. O fundador da pista, Carl Fisher, prometeu solucionar o problema da pista usando o melhor material de pavimentação conhecido pelo homem da época - os tijolos. E por isso até hoje muitos chamam a pista de Brickyard (que significa literalmente ‘OLARIA’ em inglês).


FONTE DA PESQUISA - http://www.aolnews.com/

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cockpit fechado? Sim, nas 500 Milhas de 1955




 

Eis o carro comprado por Chapman Root (esse sujeito ao lado da máquina), patrocinado pela Sumar e que foi vetado pela organização da prova em 1955 por não estar de acordo com as regras, ou seja, não era um carro de roda aberta, literalmente. Com o veto, Root lutou para adaptá-lo ao que o regulamento de Indianapolis exigia. Assim, o veículo perdeu o visual futurista, com cockpit fechado e rodas cobertas para se transformar nesse carro:



Nem precisa falar que aconteceram problemas aerodinâmicos graves relacionados com a retirada das carenagens laterais que cobriam as rodas dianteiras e traseiras, isso provocou consequências negativas na estabilidade e no desempenho do carro. Em altas velocidades o fluxo de ar que passava por entre os vãos das rodas sem carenagem fazia com que a traseira do lado direito levantasse, tornando praticamente impossível o controle do carro nas curvas. O peso foi outro problema não resolvido pela equipe de Chapman Root, o carro tinha 200 quilos a mais que a maioria dos competidores na edição de 1955 das 500 Milhas e isso era uma grande desvantagem.


Outro detalhe interessante: quando retiraram as partes proibidas pelo regulamento, o pessoal da equipe do Root não retirou a bolha que fechava completamente o cockpit. Ao que consta, esse detalhe na época não foi vetado pelo diretor de prova. Porém, Jimmy Daywalt após poucas voltas com a cabeça rodeada por aquela "bolha" exigiu que retirassem o adereço, pois segundo o piloto não se enxergava as rodas dianteiras de maneira clara, além da sensação claustrofóbica que Daywalt disse sentir. Dessa forma, o primeiro carro com cockpit fechado testado oficialmente para uma competição importante de monopostos, pelo que tenho conhecimento (se não for esse o pioneiro, me corrijam sem receio, por favor), aconteceu no mês de maio de 1955 durante os treinos livres.


Apesar de largar no meio do grid, na décima sétima posição, o piloto Jimmy Daywalt fez milagre e conseguiu fechar as 500 Milhas numa honrosa nona colocação com o tempo de 4hrs01min09segs, mais de 8 minutos atrás do vencedor, Bob Sweikert.


NO YOUTUBE
Jimmy Daywalt, correndo em Indianapolis sem o carro adaptado: VIDEO - http://youtu.be/x9ewxKC_yYw?t=29s

O Halloween da Indy

(Sam Schmitd, chefe de equipe de Pagenaud e Vautier, preparado pro Halloween da Indy)


(Al Unser Jr., chegando na festa sem fantasia!)

(Precisa comentar alguma coisa?)


(Arie Luyendyk pai, Arie Luyendyk filho e o Batman)

FONTE: http://blog.ims.com/tag/indy-500/

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A. J. Foyt e o tetracampeonato em Indianapolis




É TETRA, É TETRA!!! – Foto histórica de A.J. Foyt antes de cruzar a linha de chegada nas 500 Milhas de 1977. Braço direito levantado celebrando um dos maiores triunfos de sua carreira como piloto, o de ser o primeiro tetracampeão em Indianapolis (1961, 1964, 1967 e 1977). Foyt tinha vantagem de quase 30 segundos sobre Tom Sneva, o único piloto a terminar na mesma volta do líder.

A batida forte de Conor Daly em Indianapolis 2013



 (Sato dando dicas para Conor durante treinos em Indy)

VIDEO DO ACIDENTE DE CONOR DALY (créditos para William Mazeo da comu da Indy)
 LINK >  http://youtu.be/Yrwy-JDCQLY

Daly tentou corrigir a saída de traseira que o DW12 deu e quase repetiu o acidente fatal e terrível de Gordon Smiley em 1982, uma típica manobra equivocada para se fazer em um oval como Indianapolis.

Para vocês, indyanistas, entenderem a comparação, aqui está o vídeo de Gordon Smiley e sua "entrada" dentro do muro de Indy:


Conor Daly passou perto de algo do mesmo tipo agora há pouco. Sobre a saúde do piloto, ele está bem apesar de sentir muitas dores pelo corpo e a cabeça quente por ter destruído o carro da equipe, segundo um twitter do próprio Conor há poucos minutos.