sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pagenaud & Newgarden em: "O Milharal do Mal"


ENREDO - A camionete de dois pilotos de uma conhecida categoria americana que corre em ovais estraga próximo a um estranho milharal. Desesperados para encontrar ajuda eles se embrenham pela plantação e... fazem uma surpreendente descoberta para esse sábado de Julho!


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Um novo recorde mundial alcançado pela Indy em Pocono


CHUPA MUNDO DOS ESPORTES RADICAIS! - Não é só no Brasil que tem viúvas da Indy choramingando nos fóruns da internet. Nos EUA o nível de viuvismo atinge níveis alarmantes, sendo o ápice das lamúrias a ideia de que a Indycar atual não consegue bater recordes como era "Na Época da CART".

Pois bem, meninos chorões, a corrida em Pocono que terminou com a vitória de Montoya no último fim de semana está agora marcada para sempre nos livros de registros da FIA como a detentora da velocidade média mais alta da história do automobilismo, em autódromo fechado: 325.670km/h (obrigado pela informação Rodrigo Mattar) em pouco menos de 2h30min. durante 200 voltas e uma bandeira amarela. Os tempos estão mudando, indyanistas!

Outro recorde em Pocono: Montoya estabeleceu o novo recorde da pista durante a qualificação para as 500 Milhas de Pocono e você pode acompanhar tudo nesse vídeo:


terça-feira, 8 de julho de 2014

A culpa não é do Takuma Sato


DE UM FOYTISTA - Torcer para o time de A.J. Foyt é desejar o sucesso para uma das mais tradicionais figuras do automobilismo americano até hoje, sujeito que construiu a partir do que conquistou nas pistas esse time que cuida por anos com paixão e muita dedicação. Não importa muito a personalidade forte do mestre de Indianapolis e heptacampeão da USAC, vale mais a forma como ele se manteve atuante dentro da Indy e das corridas de monopostos. Fazendo uma analogia com nosso ídolo em Indianapolis, seria a mesma coisa que ter uma "Fittipaldi AutoSports" dedicada a lançar talentos brasileiros na Indy Lights e Indycar.


Infelizmente não é essa a realidade para os pilotos brasileiros, e nem é realidade que o time de A.J. invista em jovens talentos americanos. Apesar de dar algumas chances a Conor Daly, atualmente quem é o piloto principal do time é o mito japonês Takuma Sato. A condução agressiva do japonês aliada a competência de Larry Foyt proporcionou recentemente grandes momentos para o time de Foyt, como a vitória em Long Beach, o segundo lugar em São Paulo e passar o mês de maio de 2013 com Sato liderando o Campeonato de pilotos e o nome do time Foyt na frente de Ganassis e Penskes! 

Em 2014 Sato já largou na frente em duas ocasiões (foi pole em St. Pete e Detroit 2), porém, durante as corridas, as circunstâncias não têm favorecido o piloto japonês e os maus resultados acumulados o levaram para o fundo da classificação geral. Nas 500 Milhas, após a pancada de Dixon no muro, o carro de Sato atingiu pedaços do carro do neozelandês que estavam espalhados pela pista e seu pit-stop foi prejudicado consideravelmente. 

Na rodada dupla em Detroit, Sato teve problemas na caixa de câmbio na Corrida 1 e foi envolvido em acidentes na Corrida 2, onde o japonês não foi responsável direto pelos contatos e sim, respectivamente, Briscoe e Marco Andretti. No oval do Texas Sato foi afetado por uma perca de potência na sua máquina restando poucas voltas pro fim. Em Houston, Corrida 1, Sato vinha dando show até cometer um erro similar ao que Helio Castroneves cometeria na Corrida 2 com Tião Bourdais, ele entrou na linha do russo Aleshin e ferrou a corrida dos dois. Aqui sim ele foi culpado por errar.

A.J. Foyt metendo pau no Aleshin

Nas 500 Milhas de Pocono, Sato até conseguiu largar em um admirável quarto lugar, mas problemas elétricos irreparáveis evitaram que o piloto japonês disputasse a vitória. Mais um resultado frustrante para essa sequência desastrosa para o time do mito. Nas últimas sete corridas dessa temporada Sato obteve: 19º, 18º, 18º, 18º, 22º, 19º e 22º. Ano passado, a partir da prova de Iowa Sato começou uma sequência de sete resultados desastrosos: 23º, 22º, 24º, 20º, 22º, 23º e 24º. Apesar de poles e até brigar e conquistar a vitória, além dos bons TOP 5, Sato e o time de Foyt costumam desandar em determinado momento do Campeonato e isso compromete disputar de igual pra igual contra os times pequenos mais fortes como Dale Coyne, Sam Schmitd e Ed Carpenter Racing. Atualmente a Foyt tá tomando pau até da Bryan Herta Autosport!!!  

Para melhorar com mais eficiência, acredito que o time de Foyt precisa urgentemente de mais um carro no grid em temporada completa. Sato consegue ser rápido em muitas ocasiões, mas sozinho para fazer o acerto e com informações reduzidas devido a falta de outro piloto para conversar sobre possibilidades de acerto, o rendimento tende a ser prejudicado principalmente na parte final do Campeonato. 

Agora vem Iowa que é um oval curto, tipo de pista que Sato já demonstrou talento para se adaptar e até marcou pole em 2011. Ano passado, em outro oval curto, Sato quase venceu em Milwaukee.  

Go Sato, Go Time Foyt, rumo a vitória!!!




segunda-feira, 7 de julho de 2014

Quando Indianapolis foi notícia no Jornal Nacional da Globo


[VIUVISMO MODE ON] - As 500 Milhas de Indianapolis de 1992 foi uma das mais acidentadas da história e entre os acidentados estava Nelson Piquet. Nessa reportagem antiga da Globo, vemos Reginaldo Leme e Cid Moreira versando sobre a Indy, falando sobre automobilismo americano mega-veloz, dissertando sobre a segurança dos carros da Indy, citando acidentes da F1 em Imola e até uma pancada do Senna de leve se comparada ao de Piquet. 


Eu vi isso ao vivo, na época televisão realmente funcionava para reunir a família na hora da janta. Uma época que a Indy exalava o doce perfume do respeito até da Globo!

A boa corrida no Triângulo Traiçoeiro


NÃO LEIA! - Se você detesta Pocono e suas supostas "corridas sonolentas". É um aviso, um alerta para evitar que seu gosto exigente se frustre com os elogios que acontecerão nas linhas seguintes desse texto.

Aos poucos que restaram até aqui, boa leitura para esse texto puxa-saco e baba-ovo.


Das pistas atuais do calendário Pocono é a que corre mais risco de não voltar ano que vem. E seria uma pena se ela de fato saísse da agenda da Indycar Series. O que assisti ontem no "triângulo traiçoeiro" elevou ainda mais o meu gosto por esse autódromo, por mais que outros duzentos milhões de fãs detestem a dinâmica das corridas em Pocono. 


Para criticar Pocono é preciso antes conhecer como foram as dinâmicas das antigas corridas da USAC e da CART no trioval, e isso tem no Youtube e o caro amigo indyanista poderá fazer esse serviço por si mesmo. Busque a corrida de 1989 de preferência, foi a última até a retomada do ano passado, com pole do nosso querido Rato. 

Só continue lendo se ao menos assistiu as primeiras 50 voltas das 500 Milhas de Pocono de 1989...


Bem, presumindo que você tenha assistido ao menos 50 voltas de uma corrida antiga em Pocono da CART, agora poderemos falar da corrida de ontem e dizer que o espetáculo foi melhor do que qualquer prova em Pocono da Indy ou da Nascar nos últimos 30 anos!! Vi pouca gente elogiando o feito monstruoso de Montoya ao guiar sua máquina para a vitória com parte do aerofólio dianteiro quebrado após toque com o para-choque do carro do Poderoso Will. Ano passado Dixon esteve envolvido em algo muito parecido, o que provocou problemas para o bico do carro de TK que tinha um acerto excepcional. Com esse toque o piloto brasileiro necessitou fazer a troca do bico e foi fim da chance de ganhar. No caso de Juan Pablo, o prejuízo foi menor se comparado com o que aconteceu a TK, mas não deve-se diminuir o mérito do colombiano em fazer três curvas completamente diferentes uma da outra em alta velocidade sem um pedaço da asa dianteira.    


O capitão Roger Penske  está mais do que satisfeito com a aquisição de Montoya para o seu esquadrão de pilotos e Montoya está mais do que agradecido pela chance que Roger deu a ele. A dobradinha de ontem em Pocono, a liderança conjunta de Power e Helio (cada um com 446 pontos após 10 etapas), a aproximação de Montoya em cima do terceiro colocado Simon Pagenaud, foram elementos essenciais capazes de formar o cenário dos sonhos para o velho Penske e um dos mais poderosos homens do automobilismo americano. A fama de "Roger da Gama" na Indy parece estar com os dias contados. Ao menos é isso que o esquadrão Penske vem demonstrando até agora.  



Não sendo muito pessimista, porém usando de uma realidade constatável, dificilmente algum piloto da Andretti ou da Ganassi terá chance de arrebentar nessas 9 etapas restantes e levar o Campeonato de 2014. Resta mesmo a Simon Pagenaud o papel de "inimigo solitário" do Time de Roger. Caçador parece ter mergulhado numa maré de azar digna de cinema. Nada parece dar certo para ele depois da vitória nas 500 Milhas de Indianapolis. Marco é esforçado, tenta, anda muito forte em Pocono nas duas vezes que por lá correu, contudo, não decola. Falta a vitória, falta vencer uma corrida diante de rivais fortes, falta comprovar seu talento. Muñoz obteve outro resultado excelente e confirma cada vez sua capacidade para guiar em pistas rápidas e extremas. Mas é ainda "talento de rookie"; talento para o título da temporada está ainda bem distante das pretensões mais pretensiosas do colombiano da Andretti. Hinchcliffe continua em um péssimo ano de azares e erros de estratégia. Frustração total para o prefeito de Hinchtown! 


O público que tanto preocupava o administrador da pista Igdalsky, aparentemente, não foi tão pequeno como ele mesmo vinha afirmando. Na atualidade dos esportes a motor nos Estados Unidos um público acima de 30 mil já pode ser considerado algo "aceitável". É uma pena que não estava lotado, que a indy não goza hoje de uma grande popularidade entre os jovens americanos e que a Indy Lights com oito carrinhos em Pocono deixa muito a desejar em entretenimento. Entretanto, é o que a Indy tem e é assim que a Indy vai tentar se reerguer. Se vai conseguir ou se vai se reduzir a "categoria de uma corrida só", bem, só o tempo dirá.  




LUTA PELO CAMPEONATO
TOP 4

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Brincando de Indy


INFÂNCIA!!! - Quem nunca brincou assim, construindo pistas malucas e correndo com aqueles carrinhos que sua tia dava de presente para você no Natal e que ela encomendava com algum contrabandista que trazia do Paraguai, atire duas pedras!

Para piorar a minha inveja o moleque do vídeo brincou com modelos miniaturas da Indy atual. Daí fez a inveja corroer toda minha alma indyanista! Tire o seu lado adulto da consciência e se divirta invejando esse moleque americano que tem essa coleção de carros de Indy e uma criatividade para fazer um vídeo como este. Sensacional!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Juan Pablo em: "CHUTANDO BUNDAS"


ELE VOLTOU, DE FATO! - As palavras dele depois do segundo lugar na corrida do sábado em Houston sintonizam o fã que nem sabia que Montoya estava de volta à Indy: "Estou feliz sim, estou feliz por terminar em segundo e por ter mostrado o quanto posso ser competitivo, mas ainda é uma merda!".

Na prova do domingo a batalha contra o Insulina Boy e o Capitão Jack por algumas voltas - até quando o veterano piloto colombiano foi destruído pelo herdeiro natural do trono de Franchitti na Indy - levou este escriba indyanista quase às lágrimas em emoções simples que parecem estar perdendo o sentido para as novas gerações. 

Sou de uma geração que amava a disputa acirrada em rua, em oval, em misto, no estacionamento, lá em torno da praça onde Judas perdeu as botas. Roda a roda, agressividade, riscos, ultrapassagens maravilhosas. Impressionou então o que fez Montoya no domingo contra Kimball e Hawksworth. Ele poderia ser um veterano bundão que amolece dentro da pista para o jovem que busca seu caminho ao sol, que quer dar lição de moral e fingir que "a boa estratégia de paradas nos pits aliada à paciência é uma virtude para pilotos campeões" como disse o filósofo Hinchcliffe tempos atrás. Não para Montoya e outros pilotos dessa estirpe fadada a buscar a vitória a qualquer custo, doa a quem doer. Nem que doa nele mesmo, como foi para o Caçador em Long Beach.

E isso não é o elogio aos pilotos loucos simplesmente, é o elogio ao piloto louco que finalmente voltou atuando como protagonista de espetáculos e assim enlouqueceu os fãs e seus odiadores com seu DNA agressivo. A cena de Montoya descendo do carro com a suspensão esquerda torta no fim da prova do domingo, os pneus descascados até o osso, os freios fumaceando, foi a imagem para um poster de cinema para um futuro filme sobre a carreira desse mito!

Obrigado Montoya, por estar de volta e chutando bundas!  

Melhores Momentos de Montoya
em Houston, Corrida 2