sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Todos os carros de Mario Andretti nas 500 Milhas de Indianapolis 1965 - 1994

COISA LINDA! - Tava navegando pelo Google Imagens, pesquisando sobre Indianapolis, e encontrei essa beleza de imagem que dá uma pequena amostra de como evoluíram os carros de Indy. Trata-se de todos os carros usados pelo mito Mario Andretti desde sua estréia em Indianapolis até a última participação. 

A história de Mario Andretti na Indy500

Mario foi o único Andretti capaz de vencer em Indianapolis até hoje. Boa diversão!

NOS TEMPOS DA IRL: O grid das 500 Milhas de 2011


NONAGÉSIMA QUINTA EDIÇÃO - Da mais tradicional corrida de automóveis do mundo. As 500 Milhas desse ano foi vencida por Dan "Coração de Leão" Wheldon (sua segunda conquista em Indiana, a primeira havia sido em 2005) e, infelizmente, foi a última vitória de sua carreira. Alex "cara de cafetão" Tagliani conquistou a pole position.
O jovem rookie americano Hildebrand herdou de Bertrand Baguette a liderança da corrida quando o belga teve que reabastecer restando três voltas para o fim. Na última volta, quando saiu da curva 3, Hildebrand abriu demais para ultrapassar Charlie "Insulina Boy" Kimball e deslizou direto para a parte suja da pista sendo assim jogado no muro faltando poucos metros para a linha de chegada. 
Mesmo com o carro destruído, com duas rodas arrebentadas, Hildebrand permaneceu com o pé cravado no acelerador tentando, mesmo nessas condições adversas e absurdas, a vitória. No entanto, faltando menos de 500 metros para ele conseguir a façanha, que seria sem dúvida a mais marcante da história do automobilismo recente, Wheldon apareceu rasgando o ar com velocidade suficiente para ultrapassar o rookie americano e cruzar a linha de chegada em primeiro lugar! 
Hildebrand, por sua vez, escorregou por toda reta e ainda conseguiu o segundo posto. Quatro meses depois dessa glória, Coração de Leão morria em Las Vegas, durante um dos mais catastróficos acidentes da história da Indy. Por coincidência, Dan morreu dentro do carro que Tagliani havia feito a pole das 500 Milhas.
Essa foi também a despedida do velho chassi IR05 e do motor V8 Honda aspirado de Indianapolis.

Sobre o cancelamento de Brasília


EU, NO FUNDO, JÁ SABIA! - Triste, mas a realidade veio à tona. Se o resultado nas eleições tivesse sido outro os indyanistas brasileiros teriam uma corrida da Indycar no dia 8 de março e o resto do problema seria varrido para debaixo do tapete pelos herdeiros do ex-governador Agnelo Queiroz, que não conseguiu eleger seu herdeiro no DF. 

Depois? Dariam um dane-se para a população e dividiriam os lucros, repassando o prejuízo para que o povo pagasse através de impostos e outras sacanagens econômicas que eles inventam em reuniões regadas a café e diálogos cínicos sobre como é proveitoso mentir e criar ilusões. 

Sabemos abertamente como funcionam esses esquemas, não é nenhuma novidade, desde 1500 fazemos desse lugar do mundo algo desorganizado e problemático para nós mesmos. A lógica do político brasileiro e das grandes organizações de mídia que abraçam e apertam as mãos dos políticos brasileiros é simples: muitos perdem para que eles ganhem de todas as formas. Anhembi acabou por questão de política, Brasília também morre por questão política. A iniciativa privada é quem deveria trazer esse tipo de evento para o Brasil, e só em caso muito bem analisado é que o dinheiro público deveria ser usado para trazer esse tipo de entretenimento.   

Mesmo com o andamento das obras, mesmo com fotos, reportagens no Grande Prêmio, reportagens no Racer, reportagens no Jornal da Band, reportagens até no site da Globo, algo fedia toda vez que alguém acusava a obra de ser irregular. Fazer a corrida em Goiás seria a solução então, inclusive como muitos já haviam imaginado como sendo lá o provável plano B caso Brasília realmente falhasse. Contudo, o governador Marconi Perillo respondeu ao plano B com um "Não vou mexer com isso."

Curto e grosso, nós fãs da Indy estamos enfim sem corridas da categoria até que inventem outra corrida sem licitações e baseadas em acordos feitos nas reuniões regadas com café e cinismo. 

Ao autódromo Nelson Piquet deixo meu "DESCANSE EM PAZ"

A seguir cenas de cinismo, lorotagem, picaretagem e todo tipo de engodo politiqueiro. Um minuto de silêncio para o evento que não conseguiu salvar uma das últimas pistas brasileiras na UTI.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Por uma homenagem decente ao piloto Nelson Piquet


A OPORTUNIDADE É PERFEITA - No dia 8 de março a Indy abre sua temporada 2015 no autódromo Nelson Piquet, em Brasília, com o traçado remodelado pelo projetista Tony Cotman e mais algumas maquiagens realizadas minutos antes da festa iniciar. Helio e Tony estarão lá, ao lado do atual campeão da categoria, Will Power, e do campeão de Indianapolis, Ryan "Caçador" Reay. Além de Sato, de Bourdais, da família Andretti, da Dale Coyne, etc e tal. O 'mundo indyânico', atual e antigo, estará lá em peso dentro de um dos principais autódromos do país. Ueba! Momento religioso para os fãs da categoria louvarem de pé, mesmo que a corrida em si seja uma porcaria. A Indy pode ser a salvação para essa grande sucata de pista que alguns ousam chamar de "autódromo". 


Voltando pra ideia de homenagear o tricampeão de F1, que sonhava disputar as 500 Milhas como seus heróis haviam feito nos anos sessenta e quase morreu tentando fazer isso, seria simples e marcante: Nelson subiria no palco (ou em qualquer lugar onde o microfone funcionasse), depois dos hinos nacionais cantados, para dizer a ordem mais famosa do automobilismo americano "- Pilotos, liguem seus motores!"

Pronto. Algo tranquilo e sem excessos estúpidos, tipo Luan Santana destruindo o hino com seu jeito afetado de cantar. Ali estaria alguém que fez parte da história do automobilismo de Brasília, que fez com suas atuações em pista Will Power o escolher como herói de infância, um verdadeiro monstro sagrado que ergueu três campeonatos mundiais de F1 em uma época carniceira da categoria europeia que não corre em oval; que depois de se esborrachar em 1992 no muro de Indianapolis superou todas as previsões médicas e um ano depois - e sem alguns dedos do pé - estava dentro desse carro vermelho das fotos com número #77 e se classificando para as 500 Milhas de 1993. O carro quebrou, é verdade, mas Nelson realizou seu sonho e deixou o grid dessas 500 Milhas especialmente rico de nomes incríveis. Talvez o ano com mais nomes gloriosos correndo no maior espetáculo da terra! 


Resta agora torcer para que a Família Saad não escale algum político-carreirista, ou o próprio dono da TV (como já fez no Anhembi), para dar a ordem famigerada. Que os deuses do automobilismo preencham com sabedoria os envolvidos na organização dessa corrida.


P. S.: Depois desse atentado na França ESQUEÇAM a ideia da Indy expandindo suas operações para o Oriente ou mesmo para a Europa. O lance é ficar mesmo com uma expansão continental, se recriar como uma categoria da América e usar pistas clássicas do norte, do centro e do sul. Dubai NUNCA MAIS! 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Pré-Temporada da Indy pegando fogo


A VERDADE NUA E CRUA PARA 2015 - Honda e Chevy tem um plano para a Indy, plano esse remodelado graças a desistência do lixo que a Lotus produziu para a categoria americana:

- Ambas, para cobrir satisfatoriamente o campo do grid, combinaram de se dedicar a doze carros no máximo em temporada completa. 

Dito isso, a situação REAL do grid para a temporada 2015 é o seguinte, para os pretendentes as vagas:

 CHEVROLET 

Time Penske: 4 carros confirmados (Will Power, Helio Castroneves, Juan Pablo Montoya e Simon Pagenaud);

Ganassi: 3 carros confirmados (Scott Dixon, Tony Kanaan e Charlie Kimball);

CFH Racing: 2 carros confirmados (Ed Carpenter para os ovais + um piloto para assumir o carro #20 nos mistos e rua. Além, é claro, de Josef Newgarden);

KV Racing: 1 carro confirmado, apesar da grande chance de um segundo carro (Sebastien Bourdais).

Isso significa que a Chevy terá 11 carros, colocando assim o segundo carro da KV na conta.

Todavia, existe também a possibilidade do décimo segundo carro Chevy no grid, sendo quase certo que esse carro seja a Ganassi #8 com Sage Karam.

HONDA

Andretti Autosport: 3 carros confirmados (Ryan Hunter-Reay, Marco Andretti e Carlos Munoz);

Schmidt Motorsports Peterson: 1 carro confirmado e 1 segundo carro é esperado (James Hinchcliffe e pro segundo carro brigam: Valsecchi e Razia com mais prioridade)

Dale Coyne Racing: 2 carros são aguardados (mas nenhum piloto foi confirmado)

A.J. Foyt Racing: 2 carros confirmados (mestre Takuma Sato e Capitão Jack Hawk)

Rahal Letterman Lanigan Racing: 1 carro confirmado (Graham Rahal)

Isso significa que, se Schmidt e Coyne preencherem os seus lugares vazios, Honda terá então 10 carros no grid, que é justamente o número de motores que a empresa japonesa prefere abastecer.

Existe ainda alternativas para um décimo primeiro e décimo segundo carros para a Honda: o quarto carro para a Andretti (forte possibilidade para Zach Veach, subindo da Indy Lights, e para o alemão Daniel Abt, que tem muita grana e grandes patrocinadores) e um carro para a Bryan Herta Autosport (possibilidade de Gabby Chaves preencher esse lugar, pelo menos por três corridas, talvez mais...).


Para a Indy500, existem inúmeras possibilidades para preenchimento de vagas, entretanto até agora apenas três confirmações foram feitas:

- Bryan Herta Autosport confirmou um carro para Jay Howard.

- Lazier Partners vai colocar em campo um carro para o vencedor da Indy500 de 1996 camarada Lazier.

- Byrd Racing anunciou um programa para Bryan Clauson.




sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Taca-lhe pau, Capitão Jack Hawk!


A MELHOR NOTÍCIA DO ANO - Para nós, "foytistas", a entrada de Jack Hawk no time do mais ilustre piloto americano de todos os tempos é um verdadeiro achado administrativo de Larry Foyt. Foi este Capitão Jack que em 2014, mesmo sem ter vencido nenhuma corrida, brilhou na maioria dos eventos do Campeonato com atuações agressivas e um belo terceiro lugar em Houston. Tudo isso pelo pequeno time do Herta. Porém, se for para destacar um grande momento, para o jovem piloto inglês, esse aconteceu no Grande Prêmio de Indianapolis, quando Jack travou duelos intensos contra os pilotos mais tradicionais do grid da Indy e liderou por várias voltas essa corrida. 

A aquisição pode levar o time de Foyt a outro patamar em relação a competitividade contra os times médios da categoria Sam Schmitd/CFH/KV e, até mesmo, incomodar a trinca de poderosos Andretti/Ganassi/Penske. Um segundo carro em todas as corridas do campeonato de 2015 será de extrema importância para tornar o time do mito mais forte dentro de um calendário diversificado de traçados, principalmente porque no ano que vem a Indy terá os kits aerodinâmicos sendo introduzidos e o que seria mais difícil acertar com um só carro se tornará mais fácil com dois pilotos experimentando diversas configurações e outros detalhes técnicos antes de cada treino classificatório ou de cada largada. 


Agora o time de A. J. e Larry será composto de:

- no carro #14 Takuma Sato (piloto) e Don Halliday (engenheiro)

- no carro #41 Jack Hawk (piloto) e Raul Prados (engenheiro)

Sou consciente dos problemas que Sato costuma atrair, apesar de ser um piloto talentoso e capaz de vencer corridas, mas algo me diz que esse será o time de maior destaque no ano que vem e isso justamente pela contratação de um dos mais talentosos pilotos que a Indy viu nascer no Road To Indy. 

Apresentação do time Foyt pra 2015

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

DW12 no novo filme de Will Smith


E LÁ ESTÁ ELE... - O carro feio, estranho, medonho e desproporcional da categoria americana que corre em ovais (e tem pilotos braço-duro) e que muita gente odeia até olhar, fará sua segunda aparição nas telonas hollywoodianas em fevereiro de 2015. Depois de ser figura principal na trama infantil de "Turbo", agora o carro atual da Indy participará como protagonista de algumas cenas de ação do novo filme com Will Smith e Rodrigo Santoro, chamado apenas "Focus". 

Na trama dessa comédia romântica com toda pinta de filme chato, um trapaceiro (Smith) resolve treinar uma jovem trapaceira (Margot Robbie) e, evidentemente, eles acabam por se envolver. De outro lado, Will tem que enfrentar uma perigosa inimizade com o dono de uma empresa de carros de luxo (Santoro).

Não esperem grande coisa, é filme para vender, para comer pipoca e ser esquecido em menos de horas. A diferença é que o nosso amado tamanduá estará lá marcando presença!


Trailer do filme "Focus"