sexta-feira, 12 de junho de 2015

Super-Heróis da Indy - SUPERTEX: A lenda da Indy


SUPERTEX CONTRA OS POBRES DO GRID - Anthony Joseph Foyt, Jr., mais conhecido como A. J. Foyt. Nasceu em Houston, Texas, em 16 de janeiro de 1935. É com certeza a maior lenda em números de todos os tempos da Indy e do automobilismo americano como um todo. Até as 500 Milhas de Daytona da Nascar Foyt foi capaz de vencer. Aliás, essa lenda tem no currículo nada mais nada menos que as 24 Horas de Le Mans de 1967, ano em que ele também venceu o tricampeonato em Indianapolis.


Foyt é o maior recordista da Indy em número de vitórias, número de poles, número de títulos do Campeonato da Indy. Foyt é aquele que fez da sua carreira algo que fala por ele, independentemente do que sua boca fale aos nossos ouvidos. Ele não precisa chorar por atenção coletiva, a atenção coletiva é simplesmente atraída quando A.J. se apresenta para alguma corrida ou festa de automóveis.


O mito já escreveu a história, agora o homem fora do macacão colhe os frutos e engorda com a gorda fama, e como engorda! O suficiente para quase morrer recentemente devido a problemas cardíacos derivados de uma alimentação nada balanceada. Sem contar que Foyt tem a parte óssea do corpo toda arrebentada devido a algumas pancadas nos anos dourados da Indy.


Números de A. J. Foyt na Indy

Total de largadas = 369
Poles = 53
Vitórias = 67
2º lugar = 29
3º lugar = 24
4º lugar = 19
5º lugar = 10



OVAIS DE TERRA
Total de largadas = 70
Poles = 8
Vitórias = 24
2º lugar = 11
3º lugar = 8
4º lugar = 2
5º lugar = 1

A.J. Foyt e Parnelli Jones, no alto do 'banking' 
no oval de terra de Salem

OVAIS PAVIMENTADOS
Total de largadas = 238
Poles = 45
Vitórias = 40
2º lugar = 16
3º lugar = 13
4º lugar = 13
5º lugar = 7
Foyt em Indianapolis


PISTAS MISTAS
A.J. FOYT em Silverstone, 1978

Total de largadas = 39
Poles = 0
Vitórias = 3
2º lugar = 2
3º lugar = 3
4º lugar = 4
5º lugar = 1

PISTAS DE RUA

Total de largadas = 22
Poles = 0
Vitórias = 0
2º lugar = 0
3º lugar = 0
4º lugar = 0
5º lugar = 1







A noite dos veteranos-vivos no Texas


COMO DIZIA O PROFETA - "Quando o grid da Indy estiver cheio de jovens pilotos promissores, os veteranos reinarão nos ovais". Entra ano, saí ano; começa a temporada, termina a temporada, sempre, o tipo de traçado mais complexo para os novatos brilharem são as pistas ovais. Seja você um talentoso Pagenaud, seja você um confiante Newgarden, na Indy, o complicado para todo piloto em busca de um lugar ao sol é começar se destacar nos ovais e diante de veteranos do calibre de Tony Kanaan, Helio Castroneves, Montoya e Hunter-Reay. 


A figura do veterano na Indy é valorizada porque começa na disputa contra ele o processo de seleção natural que o novato da categoria sofrerá ano após ano, dependendo até onde ele será capaz de levar seu sonho de guiar um Indy e equilibrar as finanças. Se no passado tínhamos pilotos como Al Unser Sr., Rick Mears, Mario Andretti, Tom Sneva, A.J. Foyt, Johnny Rutherford, Michael Andretti, Gordon Johncock, entre outros,  guiando carros velozes por duas, três, até quatro décadas diferentes, hoje temos naturalmente os nossos pilotos veteranos que estão guiando por duas décadas inteiras diante dos nossos olhos. E um detalhe une todos eles: são diferenciados guiando nos ovais!

O novato, como num roteiro escrito por Homero, é aquele que vai apanhar muito da Fortuna ao tentar atravessar os obstáculos que surgem pelo caminho, às vezes apanhará por anos diante da regularidade entediante do veterano prova após prova, título após título. Até que um dia o novato bate o veterano e vai assim acumulando a experiência que o tornará a referência de veterano para as próximas gerações de novatos. 

Lógico que você poderá ganhar respeito vencendo só em mistos, é evidente. Inclusive, temos exemplos atuantes hoje na Indy de veteranos que só são capazes de ser competitivos de fato em circuitos mistos e pistas de rua desde a reunificação. Infelizmente para esses pilotos irregulares (bons em mistos/rua e fracos em ovais) na Indy será campeão o piloto regular, não o piloto mediano, não confundam. Regular na Indy é o piloto que é capaz de vencer em qualquer tipo de traçado e, ao longo do calendário, acumular grande número de TOP 5 e TOP 10. Essa é a fórmula para o título da categoria.

E entre todos os veteranos que a Indy tem, Scott Dixon é o mais glorioso, regular e especial talento do grid da Indy. O "Homem de Gelo" que não se importa com a fama que não tem nos EUA, que não liga se o rotulam de personagem esportivo "desplugado" da geração internet ou de um piloto neozelandês bom em correr o estilo mais radical de corridas de carro nos Estados Unidos. Dixon é só isso, meramente um bom piloto. 

Essa frieza chega a incomodar muita gente, inclusive a mulher do piloto comentou em entrevista já ter pedido para o marido mudar o jeito de levar sua carreira fora do cockpit. Dane-se: para Dixon a questão é uma só - guiar para ser campeão da Indy! Não fosse a tremenda bobagem que Kimball fez com Dixon em Detroit 2, hoje Scott estaria em segundo lugar na tabela, poucos pontos atrás de Montoya, atual líder do campeonato isolado.

Na sua trigésima sétima vitória na Indy, a segunda no oval do Texas, Dixon sacramentou sua força na busca pelo tetracampeonato da Indy e deixou um recado bem explícito para seus concorrentes:



A corrida no Texas em si foi morna para 20% do povo que comenta Indy na net. 79% acharam a prova sonolenta e dispensável. Eu sou o 1% que gostou do começo ao fim, revendo inclusive ela ontem a noite com narração da ESPN Latina. A Honda mais uma vez ficou longe de ameaçar a vitória do motor Chevy que continua imponente com seu esquadrão espetacular de veteranos. Tony Kanaan fez uma corrida excelente e recuperou-se bem nos pontos. Mantendo a regularidade TK pode sim chegar a incomodar os ponteiros e até brigar pelo campeonato. Mas restando sete etapas pro fim do campeonato (uma pista de rua, dois mistos e quatro ovais) creio que a disputa pelo título está mesmo entre Montoya, Power, Dixon e Helio. 

A próxima etapa é em Toronto, Canadá, sem transmissão da Band. E a novidade? hahahahahaha


sábado, 6 de junho de 2015

Jim Clark e sua saga na América (Parte 2)


Escrito por Cássio A. M. Maffessoni

A PARTE DA SAGA 2 - Hoje continuaremos a falar das experiências de Jim Clark nos Estados Unidos, durante suas participações no Campeonato da Indy sancionada pela USAC de Tony Hulman. Foram aventuras automobilísticas únicas para Clark (e para um piloto com formação europeia) e que passam pelas 500 Milhas de 1966 e 1967, vão até uma corrida no misto de Riverside e uma sessão de Warm-Up, guiando um Lotus de F2, na prova japonesa da Indy em Fuji. E como sempre digo,vamos lá!

Indy 500 de 1966, Jim Clark


Com a vitória nas 500 Milhas de 1965 e a coroação dos carros com motores traseiros, Clark e a Lotus de Chapman estavam em ''lua de mel'' com o automobilismo americano. Com essa química rolando, e Jimmy curtindo cada vez mais a cultura automobilística americana, não deu outra, ambos voltaram em 1966 para tentar o bi-campeonato em Indiana. Além dele, outros dois britânicos da F1, Graham Hill e Jackie Stewart, se inscreveram na prova usando chassis diferentes.

Jackie Stewart, no carro #43

Graham Hill no carro #24

Após um big one monstruoso na largada, o que se viu foi uma longa batalha pela vitória da prova entre o esquadrão da Bretanha e o americano Lloyd Ruby. Ao todo, quatorze carros abandonaram a corrida depois desse ‘engavetamento’ monstruoso na reta principal do IMS. Clark, Hill e Stewart seguiram ilesos na corrida junto com outros dezenove carangos. Entretanto, não foi a vez de Jimmy, nem a de Jackie, esse seria o ano que consagraria Graham Hill e seu currículo invejável de único campeão da Tríplice Coroa do automobilismo. Clark, como era seu costume em Indianapolis, terminaria em segundo, marcando mais um TOP 5 pra sua curta carreira em Indianapolis.

Big One na largada da Indy 500 de 1966, 14 carros danificados

Melhores momentos das 500 Milhas de 1966

Ainda em 1966, em uma visita ao Japão, no qual foi recebido de Rolls-Royce pelo então chefe de Estado da época, Clark foi convidado para dar umas voltas na recém inaugurada pista de Fuji. Primeiramente deu algumas voltas de instalação com um Jaguar, depois fez uma ''participação especial'' com um Lotus de F2, dando uma volta de aquecimento, terminando assim sua participação na USAC no ano de 1966.


Jim voltaria para disputar as 500 Milhas com a Lotus (que também tinha inscrito Graham Hill o vencedor da edição de 1966) em 1967. Só que dessa vez, Clark teve dificuldades para classificar o carro, falhando em duas tentativas (com os carros #30 e #81) e conseguindo somente na terceira com o carro #31, ficando na 16° colocação no grid de largada. Já na corrida o escocês voador original abandonou com problemas mecânicos. Hill não teve tanta sorte, como seu companheiro de Lotus, e abandonou também com problemas mecânicos. 

Melhores momentos das 500 Milhas de 1967
Vale a pena assistir, só mitos!

Jimmy, ainda em 1967, quis participar de mais um evento da USAC e se inscreveu então para uma prova no clássico circuito misto de Riverside, só que dessa vez sem a companhia da Lotus, correndo em um chassis Vollstedt com motor Ford  da equipe Sperex. Na corrida, largou em segundo, mostrando toda sua capacidade adaptativa de gênio dos carros, mas acabou abandonando por problemas mecânicos na volta 25.
Melhores momentos da corrida da Indy em Riverside, 1967 
(a partir dos 3min10segs)

Clark ainda seria inscrito pela Lotus na Indy 500 de 1968, só que o destino foi cruel com ele, em um acidente fatal na etapa de Hockenheim na Alemanha de Formula 2 um mês antes das 500 Milhas, morria um dos maiores gênios do automobilismo mundial e pôs-se fim à sua curta saga nos Estados Unidos. Até hoje o carro Lotus de 1965, verde e com faixa amarela, é considerado um dos mais icônicos da categoria americana!


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Vôos da Morte 2 - Missão Texas Motor Speedway


Vozes da morte

Agora, sim! Vamos morrer, reunidos,
Tamarindo de minha desventura,
Tu, com o envelhecimento da nervura,
Eu, com o envelhecimento dos tecidos!




Ah! Esta noite é a noite dos Vencidos! 
E a podridão, meu velho! E essa futura 
Ultrafatalidade de ossatura,
A que nos acharemos reduzidos!



Não morrerão, porém, tuas sementes!
E assim, para o Futuro, em diferentes 
Florestas, vales, selvas, glebas, trilhos,



Na multiplicidade dos teus ramos,
Pelo muito que em vida nos amamos,
Depois da morte inda teremos filhos!



Poema de Augusto dos Anjos

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Quem são os heróis dos pilotos da Indy Lights?


PASSADO MOVENDO O FUTURO DA INDY - Sempre é legal saber quem inspira aqueles que estão tentando construir uma grande carreira de piloto na Indy. É legal saber que Will Power foi inspirado por Nelson Piquet, que Jim Clark e Jackie Stewart entusiasmaram Dario Franchitti para se tornar quem ele se tornou no automobilismo, que Tony Kanaan e Helio Castroneves desbravaram o mundo da Indy levando consigo a inspiração que tiveram de Ayrton Senna.

Então, através de uma rápida pesquisa indyanistica, aqui estão as lendas (vivas ou não) que inspiram as potenciais futuras lendas da categoria mais rápida do automobilismo mundial.

RC Enerson - americano
Seu herói nas corridas é DAN WHELDON


SPENCER Pigot - americano
Seu herói nas corridas é KIMMI RAIKKONEN


MAX Chilton - inglês
Seu herói nas corridas é JOHN SURTEES



JACK Harvey - inglês
Seu herói nas corridas é JAMES HUNT



SCOTT Anderson - americano
Seus heróis nas corridas são MIKKA HAKKINEN & TIÃO LOEB



FELLIX Serralles - porto-riquenho
Seu herói nas corridas é KIMMI RAIKKONEN



ETHAN Ringel - americano
Seu herói nas corridas é AYRTON SENNA



KYLE Kaiser - americano
Seu herói nas corridas é AYRTON SENNA



JUAN Piedrahita - colombiano
Seus heróis nas corridas são FERNANDO ALONSO & MONTOYA 


SHELBY Blackstock - americano
Seus heróis nas corridas são SENNA, VETTEL, RAIKKONEN & WHELDON


MATT Brabham - americano
Seu herói nas corridas é VALENTINO ROSSI



SCOTT Hargrove - canadense
Seu herói nas corridas é GREG MOORE

* Não responderam a questão: Ed Jones e Sean Rayhall.

Uma cidade com duas corridas da Indy


A CORRIDA DE DETROIT - Não é numa pista de rua do jeito tradicional, como vemos em Toronto, Houston, Baltimore, Anhembi, Long Beach e St. Pete. Não tem prédios comerciais na Ilha Bela. Também não existem casas ao redor do circuito, nem prédios altos com apartamentos cheios de branquelos, latinos ou negros desesperados pela decadência econômica. E sabe por que? Porque a Ilha Bela é um parque localizado na ilhota que fica no meio do rio Detroit e que agora está arrendado por 30 anos para o Estado de Michigan administrar.

A corrida da Indy lá é a "cereja do bolo" para a revitalização do local que estava jogado as traças depois da crise financeira que abalou as estruturas de Detroit em 2008.

Mapa da "Ilha Bela"

A CORRIDA 1 - 
Como estamos falando de um traçado constituído de variados tipos de piso, trechos de concreto e asfalto comum se alternam ao longo da pista, qualquer chuva acaba transformando uma simples corrida com os tanques da Dallara em um ringue de sobrevivência. E com a chuva fortíssima que caiu sobre a Ilha Bela no sábado passado, a sétima etapa do Campeonato da Indycar Series só poderia ter sido o que foi de fato: uma caótica corrida onde a Honda superou mais uma vez os carros da Chevy, tal como acompanhamos durante o GP de NOLA.


O começo da corrida foi de um piloto apenas: o avassalador Takuma Sato saltou da quarta posição e ultrapassou mais da metade do time Penske em menos de duas voltas. Passou primeiro Montoya, em seguida Helio e depois Power. A TV como sempre deixou de mostrar mais atentamente a escalada de Sato rumo a liderança e focou sua atenção ao pelotão intermediário. E Sato abriria muito se as bandeiras amarelas não começassem a acontecer. E quando passa um boi amarelo, a boiada também vem atrás. O caos se iniciou de verdade após uma pancada entre Jakes, TK e Graham. O resultado foi uma suspensão danificada e o abandono do americano que, aliás, é o único piloto da Honda que está briga pelo título. Esses pontos farão muita falta para Graham, ressalto. Tony Kanaan ainda tentou levar o carro avariado pra garagem e retornar mais de 20 voltas atrás, mas o fato é que o brasileiro passa por mais um ano difícil na Ganassi e Detroit não foi nada produtiva para Kanaan. Aliás, esses dois resultados ruins (Indy500 e Detroit 1) jogaram a chance de Tony brigar pelo título para muito longe da sua visão. 


Então, como que numa maldição numerológica, justamente no momento em que Sato abria um mundo de distância de Power, justamente na volta 14, a bandeira amarela é novamente acionada devido a uma pancada violenta do Insulina Boy Kimball e o líder com o número #14 entra nos pits e perde a primeira posição. Todo mundo que estava na estratégia do líder também para nos pits, um dos mecânicos de Power se atrapalha com a roda traseira esquerda e o australiano caí várias posições. Enquanto isso, Marco Andretti herda a posição de Sato porque estava em outra "janela de pits". 


Bandeira amarela vai e bandeira amarela vem, chuva fraca foi-se e chuva forte veio. Por todos os lados do circuito raios e trovões assustaram a direção da Indy e, então, na volta 48 (faltando ainda 22 voltas para as 70 programadas), com Muñoz herdando a liderança de Marco Andretti, que havia parado para troca de pneus e reabastecimento, a corrida foi finalizada. A primeira vitória do time Andretti, a segunda de um piloto Honda nessa temporada. Parece que o aerokit e o motor da Honda combinam com as chuvas!





CORRIDA 2 - Domingo, 31/05

Ao contrário da primeira corrida, nessa prova a bandeira amarela demorou muito a sair, mesmo com pista úmida, mesmo com carros andando lado a lado, carros saindo de traseira, se tocando em disputas acirradas e mesmo com o motor do Muñoz explodindo poucas voltas depois da largada. O colombiano teve a competência para conseguir levar o carro moribundo até uma área livre de riscos para os outros competidores. 

Até aí tudo dentro da corrida parecia favorecer outro colombiano em Detroit, e dessa vez o favorecido era o líder isolado do campeonato, Juan Pablo Montoya. Mas a porteira da boiada das amarelas tardou, mas não falhou. Rodolfo Gonzales, com sua Dale Coyne, depois de 37 voltas em bandeira verde bateu na barreira de pneus e apertou o botão do "caos" para a corrida dar um 360º e virar um massacre contra os times grandes.

Não tem como não destacar novamente a atuação de Sato, que finalizaria a corrida numa honrosa segunda posição, dois segundos atrás do francês Bourdais. Em terceiro, o competente Graham Rahal fechou o TOP 3 que teve como grande vencer o francês Tião Bourdais, a trigésima terceira vitória na sua carreira guiando os monopostos americanos: 31 vitórias na época da Champ Car + 2 na Indy reunificada.

Enquanto os pequenos conquistavam os lugares mais altos do pódio, os pilotos dos times grandes brigavam para terminar a corrida inteiros. Montoya, que lutou muito pela vitória, teve que poupar combustível até não poder mais e finalizou a corrida ainda dentro do TOP 10. Já a Ganassi teve um dia de cão em Detroit: Sage Karam e Charlie Kimball foram os melhores posicionados, décimo primeiro e décimo segundo respectivamente; Tony Kanaan amargou mais uma corrida fora do TOP 10 e ainda por cima ficou atrás de seus dois companheiros de equipe novatos. Dixon teve experiência pior ainda. O neozelandês, que está na luta pelo tetracampeonato, simplesmente foi tirado da corrida pelo companheiro de time diabético. Kimball em uma manobra equivocada, quando disputava posição com Power, jogou para os pneus o sonho de Dixon para contabilizar o maior número de pontos possível já que muitos adversários estavam se ferrando.


Do outro lado dos times grandes, Power disputava posição com o arrojado Vautier, da nanica Dale Coyne, quando perdeu o controle da sua Penske e, pasmem, acertou de forma precisa a roda dianteira de Helio que vinha logo atrás, destruindo qualquer chance do brasileiro tentar continuar na prova. Ironia do destino ou um destino de ironias para os grandes em Detroit nesse fim de semana?


O fato é que quem comandou a Indy nessas duas divertidas corridas em Detroit foi mesmo os times nanicos e uma salva de palmas para o excelente resultado obtido por Vautier (4º lugar) e Conor Daly (6º lugar).

A ultrapassagem mais linda do fim de semana ficou por conta de Sage Karam passando 3 carros de uma só vez. Espetacular!!!


A próxima etapa acontece no próximo sábado, 6 de Junho, sem transmissão pra tv aberta, só Bandsports.
>>>600Km do Texas!<<<

terça-feira, 2 de junho de 2015

A ultrapassagem do ano na Indy: Montoya passando pela grama!


A OUSADIA DE UM CAMPEÃO - Na nonagésima nona edição das 500 Milhas, onde o piloto colombiano chegou ao seu segundo triunfo no Templo da velocidade, aconteceu um lance que marcará para sempre a história de Montoya no automobilismo.

Indianapolis também é muito especial por proporcional esses lances inesquecíveis que às vezes nem decidem uma 500 Milhas, mas podem fazer parte do roteiro do drama daquele que se glorifica. Assim, num movimento rápido com nossa memória, podemos lembrar da manobra espetacular de Danny Sullivan durante as 500 Milhas de 1985, o toque de roda entre Emerson e Unser Jr., o drible de Hunter-Reay ano passado nas últimas voltas das 500 milhas no fim da reta oposta, enfim, muitos são os momentos que podemos recordar e que marcaram fãs e pilotos. 

Fosse Montoya um piloto mediano e sem o estilo de pilotagem que o consagrou desde o começo da carreira talvez essa ousada manobra de ultrapassar um oponente passando com as rodas por cima da grama terminasse com ele e Dixon estatelados no muro e até mesmo bem machucados. Sendo Montoya quem é o resultado foi uma cena que assustou e encantou quem estava presente, pois as consequências poderiam ter sido trágicas. Foi um movimento rápido, uma ação de milésimos de segundos, mas de um perigo incalculável. 

Para quem não tinha visto é hora de abrir aquela cerveja gelada ou pegar um bom copo de vinho e dar o Play nesse vídeo abaixo.